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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Comidas MacGyver: Trivial e sugerido como exercício

Tá bom que todo mundo sabe fazer ovo mexido. Tá bom que esse é o básico da cozinha. Mas o trivial pode ganhar alguns truquezinhos pra ficar mais gostoso.



Para três ovos, adicionei meia caixinha de creme de leite. Um pouquinho de pimenta, sal, azeite de oliva pra fritar. Se não tiver creme de leite, pode usar leite mesmo. Bate tudo, coloca na frigideira, mexe, mexe, mexe.

Pronto. Os ovos mais cremosos que você já comeu, sem adição de trabalho.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu fiz!

Falei aqui do hambúrguer que o Marcus do Grande Abóbora criou, filmou o passo-a-passo e compartilhou. E disse que estava doida pra tentar.

Bom, eu tentei. E ficou ótimo!





hamburguer reloaded

Bom, minha versão ficou um pouquinho diferente da feita pelo Marcus:
  • Eu não encontrei carne com a porcentagem de gordura indicada, portanto utilizei guisado de primeira.
  • Bati o ovo antes de adicionar.
  • Usei creme de cebola ao invés de sopa de cebola, mas peneirei mesmo assim.
  • Fiz hambúrgueres menores, para cozinharem totalmente por dentro - eu detesto carne crua. Consegui 6 hambúrgueres pequenos com a receita.
  • Fritei com um pouquinho de azeite de oliva. Mas bem pouquinho mesmo.
 Mais detalhes sobre o hambúrguer, aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alternativa preguiçosa ao carreteiro

Churrasco é uma instituição gaúcha. E churrasco sempre sobra. O churrasqueiro sempre faz carne contando com duas pessoas a mais. É assim na minha família, é assim nas famílias dos meus amigos, deve ser assim na sua.

No fim da comilança, o pessoal já está triste de tanto comer e sempre tem um que olha pro monte de carne e diz: "é, amanhã vai ter carreteiro". Só que tem vezes que a gente cansa de carreteiro. Tem vezes que a preguiça vence (e ela anda me vencendo com bastante frequência).

Pra essas horas em que a preguiça se junta com o churrasco do dia anterior é que nós fazemos um entrevero gaudério.


Simples, simples, simples. Servido com pão tostadinho, farofa e uma cebolinha em tiras, se você gostar. E rápido, afinal, o trabalho já foi feito pelas brasas lentas da churrasqueira. Tudo que você tem que fazer é picar a carne e refogá-la com carinho.

Isso te dará tempo de curtir um domingo devagar, daqueles que a gente prefere ver Gossip Girl do que House, só pra ter que pensar menos. Devagar, mas mesmo assim delicioso.

Isso tem nome: conforto. Na melhor interpretação possível da palavra.


ENTREVERO GAUDÉRIO PARA DUMMIES

* Sobras de churrasco
* Azeite de Oliva
* Cebola (opcional)

Corte o churrasco em pedacinhos. Mas pedacinhos mesmo, que possam ser comidos em uma bocada, sem precisar cortar de novo.
Aqueça o azeite de oliva numa panela grande (eu uso sempre a minha frigideirona "wok", onde cabe tudo) e, quando estiver quente, coloque a carne aos poucos. Se você simplesmente jogar toda a carne lá dentro, o óleo vai espirrar e você pode se machucar.
Refogue tudo até que a carne fique douradinha e quente. É, só isso.
Se quiser algo mais, aqueça um pouco mais de azeite e refoque uma cebola cortada em tirinhas, até ela ficar dourada.
Sirva com um pãozinho tostado no forno e/ou uma farofa. Pronto.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Rain drops keep falling on my head

O mundo vindo abaixo. Chuva, raios, trovões, ventanias e uma nerd sem internet. O horror, o horror.

Chovia tanto que eu não consegui sair de casa pra ir pro flamenco. Assisti Viagem a Darjeeling inteirinho do DVD antes da internet pensar em voltar. Chuva, chuva, chuva. Arquivos do trabalho da faculdade online, ou seja, inacessíveis. Chuva, chuva, chuva. O que fazer?

A solução foi simples: cozinha. Fazer algo gostoso, pra aquecer a casa e a mente. Mas ilhada dentro de casa eu não poderia fazer nada muito estrambólico, que demandasse uma ida ao supermercado. A escolha óbvia: macarrão.

Fui pesquisar no Pasta, da Parragon, um dos livros que eu vi, me apaixonei e ainda não tinha utilizado. Bati o olho numa receita de macarrão facilmente adaptável. Pedia manteiga, creme de leite fresco e queijo parmesão ralado (o que significa ralado grosso e na hora, nunca queijo ralado de pacotinho), e eu não tinha esses ingredientes em casa. Mas podia substituí-los por margarina, creme de leite de caixinha (desde que eu cuidasse para não ferver) e queijo prato. Usei meu truque das fatias dobradas para ralar o queijo prato, mas você pode comprá-lo já ralado grosso no supermercado.

Ok, não fica com o sabor tão marcante como o da manteiga e do parmesão, e o creme de leite fresco é de fato muito mais cremoso. Mas nada disso importa quando um prato pode salvar a tua noite do mau humor que o aguaceiro traz. E não é que mesmo com todas as modificações eu consegui a melhor massa que já fiz na vida?


Eu gostei dele assim: creme, queijo e ervilhas. Sim, ervilhas que amaciam e se integram maravilhosamente ao gosto suave do molho. Sem necessidade de nenhuma carne. Ele é bem substancioso desse jeito, não precisa de nenhum complemento. Talvez somente algumas azeitonas, que minha mãe colocou por cima, ou um pouco de queijo ralado (esse pode ser de pacotinho).

O restante da noite foi de brigas com o modem (e a Internet voltou!), análises de algoritmos de Sistemas Fuzzy e mais chuva. Mas o macarrão conseguiu deixar essa nerd tão feliz que até me esqueci que estive forçadamente offline por várias horas.

Macarrão cremoso (para um dia de chuva)
Adaptado do livro Pasta, da Parragon

* 500g de macarrão
* 2 colheres de sopa (generosas) de manteiga ou margarina
* 1 xícara de ervilhas (eu uso as congeladas, e descongelo no microondas antes de usar)
* 2 caixinhas de creme de leite
* sal, pimenta e noz-moscada a gosto
* 1 xícara de queijo prato ralado grosso

Cozinhe o macarrão como indica o pacote. Escorra e reserve.
Derreta a margarina em uma panela ou frigideira grande (de preferência estilo wok). Quando derreter completamente, adicione as ervilhas e espere que elas fiquem macias.
Adicione uma caixinha e meia de creme de leite, deixe aquecer levemente (mas não levantar fervura), adicione o macarrão reservado e mexa bem para incorporar ao creme.
Tempere com o sal, a pimenta e a noz-moscada.
Adicione o queijo e o creme de leite restante. Deixe um pouquinho mais no fogo, mexendo sempre, para que o queijo derreta e incopore-se.
Sirva bem quente. Coma escutando Rain Drops Keep Falling on My Head.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mais nerds vão pra cozinha

Ele é mestre em Matemática, doutorando em Estatística, blogueiro, tem uma camiseta de "Salve Ferris". E fez um vídeo explicando, passo-a-passo, como fazer o hambúrguer perfeito.

Quão lindo pode ser um hambúrguer caseiro?

O Marcus do Grande Abóbora é realmente um Nerd na Cozinha. Seu blog já era recomendadíssimo, com um humor inteligente e textos levemente irônicos. Agora, com esse vídeo, ganhou mais algumas estrelinhas.

Não vou copiar a receita, nem postar o vídeo aqui. Isso é feio e mau. Passem lá e deixem os elogios pro autor.

Descobri a postagem agorinha (estou atrasada na leitura dos meus feeds), por isso ainda não tive tempo de testá-la. Mas fiquei absolutamente com água na boca! Quando eu testar minha versão, conto os resultados.

E que venham mais vídeos cozinheiros do Grande Abóbora!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um cachorro-quente para um dia de chuva

Uma receitinha sem muitas delongas: uma noite de meio da semana chuvosa, um pacote de salsicha e um de linguicinhas na geladeira, vontade de cachorro-quente mas em casa eu só tinha pão de forma. Quando eu digo chuva, eu me refiro a MUITA chuva, daquelas que nem as minhas coloridas galochas novas me fazem querer enfrentar. O que fazer, então?

Usar de criatividade, de um rolo de macarrão e de uma torradeira. O resultado foi bem criativo: uma mistura de sanduíche com cachorro quente, com um formato que lembra os enroladinhos que salsicha que eu comia nas festas juninas da minha escola de primeiro grau.


O rolo de macarrão serve para deixar a fatia de pão mais fininha, para ela enrolar mais fácil em torno da salsicha. Se você não tiver rolo de macarrão, pode usar uma garrafa pesada, como de vinho ou de vodka. Mais de uma vez profanei uma garrafa de Absolut, usando-a para abrir massa de torta (serviu perfeitamente ao propósito, além de poeticamente ter dado um ar boêmio à receita).

Depois de prontos, podem ser prensados na torradeira, ou levados ao forno até estarem levemente crocantes. Preferi a torradeira por ser mais rápido e simples. Um cachorro quente rápido, simples e com ares de infância - nada melhor para acalentar uma noite chuvosa depois de um dia cansativo.


CACHORRO-QUENTE ENROLADO
para 6 cachorros-quentes

* 6 salsichas ou linguicinhas
* 6 fatias de pão de forma
* margarina a gosto
* 6 fatias de presunto
* 6 fatias de queijo prato
* catchup, mostarda e maionese (para servir)

Ferva as salsichas ou linguicinhas, até que elas inchem.
Usando o rolo de macarrão (ou a garrafa) achate as fatias de pão, até que elas fiquem fininhas.
Passe manteiga em cada uma delas, coloque uma fatia de presunto e uma de queijo.
Coloque uma salsicha em cada fatia e enrole-as, como num rocambole, em torno da salsichas e prenda com um palito para não deixar que ele se desenrole.
Coloque-os na torradeira ou leve-os ao forno até que fiquem torradinhos.
Sirva quente, acompanhado dos condimentos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Um jogo ruim e uma criação boa

É primeiro de abril, mas vou quebrar a tradição e contarei uma história verdadeira, acompanhado de uma receita simples e gostosa.

Eu herdei duas características bem fortes da minha avó materna: o gosto pela cozinha e a paixão nervosa por futebol. Domingo, jogo da seleção, a família inteira na frente da TV e eu pressentindo que a partida não ia ser lá grandes coisas. Altitude, time sem Kaká, ai, ai, ai. De qualquer forma, munida do meu melhor espírito patriota, depositei minhas esperanças na nossa garra e dei um voto de confiança ao Brasil.

Logo nos primeiros minutos, nosso time só defendendo, e eu fiz a mesma coisa que a minha vó faz nessas horas: arrumei alguma coisa para fazer enquanto assisto o jogo. Desse jeito, parece que dói menos ver tantas bolas na nossa trave. Lá fui eu buscar meus livros de culinária, levá-los pra sala, e ficar folheando um a um, "pra ver se encontro algo gostoso que não me dei conta antes".

Na verdade, eu já estava doida para cozinhar e, além do mais, encafifada com alguns cacetinhos (conhecidos pelos de fora da Província como pães franceses) que haviam sido comprados no sábado e não tinham sido consumidos. Estava lá me remoendo por dentro com tantas faltas tomadas e cometidas quando vejo uma receita de mini-pizzas, belas e derretidas, numa daquelas fotos que só de ver já dá para imaginar o aroma de orégano. Aquela era minha solução perfeita: fugi para a cozinha.


Era bem a hora do intervalo e resolvi preparar meus quitutes. Fui inventando na hora, com as coisas que eu achei pela minha geladeira. Um pouco de molho, queijo, azeitonas... E como a inspiração era pizza, não poderia faltar um pouco de calor. Um tempinho no forno e já estava ótimo. Não dá mais trabalho do que fazer sanduíches básicos e, posso garantir, deixa qualquer um bem mais feliz.

Terminei a montagem rapidinho e voltei para a sala, para sofrer mais um pouco, com gol-e-empate. Ao término da partida, a travessa foi para o forno, a mesa foi posta e a conclusão foi unâneme: o jogo pode não ter sido tão bom, mas os sanduíches de forno bateram um bolão!

Aliás, você pode fazer essa receita ainda hoje, para comer enquanto vê Brasil x Peru, partida disputada no estádio do meu amado Sport Club Internacional e transmitida pela TV às 22h. E torcer para que nesse dia da mentira, o Brasil jogue futebol de verdade!

Falsa-pizza futebolística

* Pães franceses (ou quantos forem necessários para seu número de comensais)
* Presunto (1 a 2 fatias para cada pão)
* Queijo (1 a 2 fatias para cada pão)
* Molho de tomate a gosto (pode ser fresco ou estilo pomarola)
* Margarina (quanto baste para untar os pães)
* Azeitonas
* Orégano ou ervas finas secas

- Separe os pães em duas fatias. Passe manteiga em cada fatia. Reserve.
- Aqueça o molho de tomate em uma panelinha. Se necessário, tempere com sal e um sachê de caldo de carne em pó.
- Corte as fatias de presunto em tirinhas. Você pode passar o queijo pelo ralador, como eu fiz e expliquei nessa receita aqui, para deixá-lo ralado grosso, ou pode simplesmente cortar as fatias a meio.
- Pique as azeitonas em pedacinhos.
- Espalhe o molho sobre as fatias de pão, seguida pelas tirinhas de presunto, azeitonas picadas e fatias de queijo. Complete com o orégano ou as ervas finas a gosto.
- Leve ao forno médio-alto por aproximadamente 10 minutos ou até que o pão esteja com a casca levemente crocante.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Uma comemoração de amor nerd

Dia 08 de março eu e o Rafa comemoramos um ano de namoro. Como falar de uma data especial com a pessoa pela qual você é apaixonada é sempre piegas, tentei ser o menos possível e expressar numa equação:

*óóóóóóóóóóóóuuuuuun*

Nossa comemoração virou um kerb que durou três dias e envolveu filmes, seriados, a procura frustrada pelo box da primeira temporada de Pushing Daisies, ida ao *nosso* café e, claro, cozinha. Resolvemos exercitar o nosso lado mestre-cucas no sábado à noite. Como a ocasião era especial, teria que ser uma receita com um toque de festa. Mas não queríamos algo muito demorado nem complicado, afinal, ninguém merece passar a noite inteira na cozinha no dia do seu aniversário de namoro.

Acabamos por optar por uma receita do Nigella Express, com inpiração francesa, que envolvia carne de porco (que meu excelentíssimo adora) e cidra (um toque borbulhante pra trazer a festividade). E o que é melhor: rápida. Perfeito!

Não é algo que possa ser chamado de saudável: é frito, arrematado com creme de leite e nhoques. Mas é tão gostoso que vale a pena. E nem pense em tentar sem mais sofisticado e trocar a cidra por espumante: é ela que dá a suavidade ao molho.

As costeletinhas podem ser acompanhadas de batatas cozidas, para variar, mas a opção pelo nhoque deixa tudo mais fácil: compre um de qualidade, jogue-o na água fervente e em 5 minutos estará pronto. Aí é só misturar com o molho e prontinho.

Para acompanhar, já que não somos muito chegados em álcool, optamos simplesmente por uma boa água com gás, mas acredito que um vinho também ficaria bom. De sobremesa, alguns quadradinhos de chocolate ao leite e uma espumante demi-sec.

Nada melhor que um amor cheio de cores, perfumes e sabores!


Dupla Apaixonada
inspirado na receita da Nigella

4 costeletas de porco (ou carré)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
300 ml de cidra (aproximadamente)
2 colheres de sopa de mostarda (eu prefiro picante, como a do Ribs)
150 ml de creme de leite fresco

* Tire a gordura das costeletas. Bata-as com um martelo ou as costas de uma faca até que amaciem.
* Aqueça o azeite e frite as costeletas, aproximadamente 5 minutos de cada lado, até estar bem dourado.
* Transfira as costeletas para um prato aquecido.
* Coloque a cidra na panela onde as costeletas foram fritas e deixe ferver por aproximadamente 1 minutos, só para deglaçar os resíduos do porco. Você pode colocar um pouco mais de cidra, se preferir - na verdade, eu achei 300 ml pouco, por que diminui bastante, e acrescentei mais um pouquinho. Faça com cuidado por que a cidra tem álcool e você estará colocando numa temperatura bem alta, ou seja: sobe fumaça e salta um pouco.
* Misture a mostarda e o creme de leite. Deixe cozinhar por alguns minutos, até que engrosse.
* Enquanto isso, prepare o nhoque de acordo com as instruções da embalagem. Geralmente ele é colocado na água fervente e cozinha em aproximadamente 5 minutos.
* Quando o molho estiver mais consistente, use-o para regar as costeletas de porco. Deixe um pouco na panela, acrescente o nhoque e mexa um pouco, ainda sem tirar do fogo, para absorver bem.
* Tire do fogo, arrume em travessas bem bonitas e sirva.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O macarrão preguiçoso e as fotos que quase não existiram

Finais de semana são oportunidades ótimas de cozinhar. Claro que conseguir um tempinho ne meio da semana para transitar em meio às panelas é uma delícia, e o meu apreço pela culinária rápida não faça disso uma missão impossível, nos finais de semana há mais tempo pra pensar no que fazer, ir ao supermercado, escolher os ingredientes mais bonitos.

Como eu me esforço profundamente para ficar um pouquinho longe dos computadores no final de semana (alguns dirão que sou uma nerd de araque por causa disso, mas meus olhos e minha vida social agradecem essa folguinha), ou eu acho alguma receita em revistas/livros ou já captei de algum blog até sexta-feira. Mas nesse caso foi diferente: esse macarrão foi uma invencionice inspirada no macarrão alla carbonara, ou do que eu me lembrava dele.

Num sábado completamente preguiçoso, sem vontade nenhuma de sair por que eu tinha acordado cedo para uma manhã com prova de Economia, fui na casa do meu namorado com o livro novo da Nigella embaixo do braço. Supermercado-cozinha-TV. Não me achem preguiçosa - eu adoro sair e no sábado mesmo combinamos de ir dançar assim que o tempo esquente um pouquinho. Mas tem dias que tudo que você precisa é comida boa e cafuné.

Nesse clima, fomos folheando o Nigella Express. Demos de cara com as Linguicinhas Agridoces, lindas, fáceis e maravilhosas (juro que vou postá-las outro dia). Só que o namor estava numa hype por bacon. Incorporou o Homer Simpson e, imitando a voz do gorducho amarelo, me disse "ah, Marge, eu gosto tanto de bacon". Depois do ataque de riso, pela originalidade e, va lá, pela fofura da atuação, resolvi fazer alguma coisa usando bacon. Revira o livro de cá, revira o livro de lá, e a receita mais promissora que encontramos com o ingrediente foi um frango assado recheado!

Ok, não priemos cânico. Eu consigo criar um algoritmo de Inteligência Artificial, então eu consigo criar um prato com esses pedacinhos mega-calóricos de carne de porco. Lembrei da carbonara que a minha vó fazia - e que não repete a muito tempo - e pensei that's it. Mas a carbonara da minha vó levava um molho branco, que eu não recordava se era bechamel ou simplesmente creme de leite. Bechamel? Picar cebola, ferver o leite, misturar com farinha? Num sábado preguiçoso? Nem morta! Creme de leite, então. Mas ter que ficar cuidando pra ver se não talha na temperatura alta?

Simplesmente cortei o molho da receita. E essa se tornou uma das receitas mais simples e maravilhosamente apetitosas que eu já fiz. Tão simples e tão apetitosa que assim que ficou pronta, simplesmente nos servimos, sem pensar em fotografar. Quando me lembrei do blog, já estava com a panela toda revirada. Portanto, perdoem a foto (tirada com a câmera do meu celular, aliás) e aproveitem a receita.

Poderia tê-lo batizado de American Breakfest Pasta, já que bacon e ovos compõe o café da manhã americano, mas resolvi chamá-lo de Macarrão Preguiça por que combinava com o meu estado de espírito.

Macarrão Preguiça

* 1 pacote de macarrão que não seja de fios (fusilli, farfale, etc, não vale espaguete nem talharim)
* 1 pacote de bacon
* 4 ovos
* azeite de oliva
* sal a gosto

Cozinhe o macarrão até ficar al dente, com sal e um pouquinho de azeite de oliva. Escorra e reserve.
Numa panela grande, frite o bacon com o azeite de oliva. Bata os quatro ovos com sal a gosto (não coloque muito, por que o bacon já é salgado) e coloque por cima do bacon fritinho. Logo em seguida, antes do ovo começar a cozinhar, coloque o macarrão por cima. Mexa bem até misturar todos os ingredientes (se quiser, pode colocar um pouquinho mais de azeite de oliva) . Ficarão "floquinhos" de ovo no meio do macarrão. Mexa até eles cozinharem completamente.
Só assim fica maravilhoso, mas sinta-se à vontade para colocar um queijo ralado por cima.

Rende 4 porções